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Em reunião nesta segunda-feira, no Rio, com a Agência Nacional de Saúde (ANS), a Aliança Para Saúde Populacional (Asap)— organização que possui como membros diversos planos de saúde— definiu alguns passos para enfrentar a disseminação dos casos de zika no país. De acordo com a entidade, a orientação é que os planos intensifiquem as campanhas de prevenção e que os médicos notifiquem as secretarias de saúde quando identificarem algum caso da doença. Cerca de 250 mil grávidas no país são atendidas pela Saúde Suplementar.

— Faremos material conjunto de prevenção e vamos debater profundamente o que pode ser feito em relação ao diagnóstico para que seja o mais precoce possível para que a notificação seja precisa e possamos acompanhar de onde vêm os surtos e o que fazer em cada região— disse Paulo Marcos Souza, presidente do Conselho de Administração da Asap.

De acordo com ele, as campanhas de prevenção atenderão às diretrizes estabelecidas pelo Ministério da Saúde. Paulo Marcos Souza destacou ainda que a recomendação para os planos é de que o diagnóstico de zika seja feita através de análise clínica e de exames como hemograma.

Em nota, a ANS explicou que os planos de saúde passarão a cobrir a partir do ano que vem a realização de testes rápidos para dengue e chicungunha. Sobre o diagnóstico de zika, a ANS afirma que “na maioria dos casos, o diagnóstico presumido do vírus zika pode ser feito pela exclusão da dengue e da febre chicungunha”. A ANS afirma ainda que o tratamento para a doença se baseia no controle de sintomas, assim como acontece com as outras duas enfermidades transmitidas pelo Aedes, e é coberta pelos planos de saúde.

Fonte: O Globo- On Line