Entidades da saúde privada lançaram nesta quarta-feira (18), em Brasília, o Instituto Consenso – Convergência em Saúde, iniciativa voltada à articulação do setor com os Três Poderes, à produção de conhecimento e à troca de boas práticas. A entidade terá sede na capital federal e pretende atuar como um espaço de debates, capacitações e interlocução com formuladores de políticas públicas.
O Instituto Consenso é uma associação civil, nacional e sem fins lucrativos, formada por entidades da saúde suplementar. Entre os objetivos estão ampliar o diálogo entre o setor, o poder público e a sociedade, além de contribuir para discussões regulatórias e políticas públicas ligadas ao acesso e à oferta de serviços de saúde.
A iniciativa reúne a Confederação Nacional de Saúde (CN Saúde), a Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde) e a Associação Brasileira de Planos de Saúde (Abramge), com apoio da Frente Parlamentar Mista em Defesa dos Serviços de Saúde. A criação do instituto ocorre em um momento de maior pressão regulatória e discussão sobre custos, tecnologia e sustentabilidade do setor.
No evento de lançamento, o presidente da CN Saúde, Breno Monteiro, afirmou ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC que a proposta é estruturar uma interlocução mais direta com o poder público. “Era importante que a gente tivesse um instituto que pudesse fazer essa articulação com os Poderes constituídos, Executivo, Legislativo e Judiciário”, disse.
O conceito de “consenso”, segundo os organizadores, foi apresentado como a busca por pontos comuns em um setor marcado por interesses diversos. “Consenso não é apenas a ausência das divergências. Divergências existem, mas a gente tem que ter a capacidade de buscar um senso comum”, afirmou Monteiro.
A atuação do instituto deve incluir produção de dados, promoção de debates e aproximação com autoridades e especialistas. A entidade também pretende acompanhar discussões regulatórias e legislativas e oferecer subsídios técnicos para temas que afetam diretamente a operação do setor.
Durante o lançamento, foi citado como exemplo o debate sobre a jornada 6×1, usado para ilustrar a necessidade de considerar as especificidades da saúde, que funciona de forma contínua e é considerada um serviço essencial.
Segundo os organizadores, o setor privado atende mais de 50 milhões de brasileiros na saúde suplementar e emprega mais de 3 milhões de trabalhadores no país.
Destaque para a participação do Dr. Marcelo Britto, Vice-presidente do SINDHOSBA e da FEBASE, contribuindo ativamente para o fortalecimento do diálogo e da representatividade institucional.
Seguimos firmes na construção de soluções e na defesa de um ambiente empresarial mais seguro e sustentável.
Dr. Marcelo Brito, com o Vice-Presidente Geraldo Alckmin e o Ministro do Trabalho Luiz Marinho.

